Setor da Distribuição

No primeiro semestre de 2021, as vendas do setor automotivo apresentaram crescimento de quase 40%, em relação a igual período de 2020. Essa evolução reflete o baixo desempenho no primeiro semestre do ano passado, consequência da parada súbita da economia, provocada pela chegada, ao Brasil, do Coronavírus, no mês de março. Quando comparamos os números com os do primeiro semestre de 2019, constatamos que houve uma redução de 9,0% nas vendas. Caminhões e implementos rodoviários continuaram como destaques positivos no período, ambos com crescimento em relação ao primeiro semestre de 2019. Os segmentos de automóveis, comerciais leves e motos foram prejudicados pelas paradas de produção que ocorreram nas montadoras ao longo dos primeiros seis meses do ano, em função da falta de peças, em especial semicondutores. No caso dos ônibus, a retração da demanda contribuiu para o fraco desempenho. Infelizmente, a falta de componentes irá continuar pelo menos até o primeiro trimestre de 2022, o que significa que continuaremos com limitações comerciais, tendo, como consequência, uma evolução de vendas, no ano, inferior ao desempenho do primeiro semestre.

Automóveis

As vendas de automóveis apresentaram crescimento de apenas 26% no primeiro semestre de 2021, penalizadas pelas paradas de produção em algumas montadoras. Foram reduções de turnos e paralisações nas linhas de 41 modelos. Nos seis primeiros meses do ano, as condições econômicas estavam favoráveis ao crescimento das vendas, com alta demanda e disponibilidade de crédito. A falta de produtos, porém, impediu um crescimento de vendas mais forte. A continuidade de paralisações, no início do segundo semestre do ano, já indica que as perdas de produção para o ano deverão ser maiores do que os 220 mil veículos previstos anteriormente. Nesse sentido, nossas projeções já indicam um crescimento menor no ano, para as vendas desse segmento.

Comerciais leves

O desempenho de comerciais leves foi superior ao de automóveis, tendo apresentado um crescimento de 60% nas suas vendas no primeiro semestre do ano. A produção foi menos penalizada, até porque, do ponto de vista das fabricantes, a rentabilidade nesse segmento é maior, o que minimiza as perdas das empresas em um mercado em dificuldade. O resultado das vendas dos comerciais leves demonstra a existência de demanda por automóveis ao longo desse período. Essa tendência de crescimento – das vendas acima da média do setor como um todo – vai permanecer no restante do ano, visto que as montadoras devem continuar privilegiando a produção desses veículos. Nossa expectativa, no entanto, é de que, no ano fechado, esse percentual desacelere.

Caminhões

A recuperação nas vendas desse segmento surpreendeu de forma positiva, com crescimento de 54%. Mesmo com problemas de falta de componentes, as fabricantes de caminhões conseguiram contornar a situação e fizeram a entrega de um volume significativamente superior ao produzido no mesmo período do ano passado. A demanda se manteve bastante aquecida, pelo excelente desempenho da agricultura, principal demandante desses produtos. Mais uma vez, o destaque nas vendas foi de modelos pesados e extrapesados, que continuam representando mais de 50% das vendas de caminhões. Contribuiu para esse desempenho a boa oferta de crédito, por parte dos bancos privados, com taxas competitivas. Esse desempenho deve ser afetado no segundo semestre. Além da falta de produtos, a alta das taxas de juros e a forte elevação dos preços de comercialização podem implicar em arrefecimento de demanda.

Ônibus

O mercado de ônibus segue retraído. Depois de perder um volume de 33% ao longo do ano passado, as vendas de ônibus apresentaram crescimento de 18%, o menor entre todos os segmentos do setor. A continuidade das restrições de mobilidade afetou os principais compradores desse mercado – empresas de turismo, transporte público, fretamento etc. A se confirmar a manutenção da reabertura da economia, esse segmento poderá apresentar uma melhora importante no seu desempenho a partir do próximo ano.

Motocicletas

Mercado com demanda aquecida pelo crescimento dos negócios que necessitam de mobilidade, como os serviços de delivery de produtos de dimensões reduzidas, alimentos, remédios, entre outros. O segmento também teve problemas de produção pela falta de componentes e paralisação de várias montadoras do setor. Mesmo com as dificuldades nas montadoras, o crescimento das vendas no primeiro semestre do ano foi de 48%. Esse percentual deve ser menor no final de 2021.

Implementos rodoviários

A exemplo do segmento de caminhões, o desempenho das vendas de implementos rodoviários foi significativo, com crescimento de 68%. A dependência de componentes importados e com nível elevado de tecnologia embutida é bem menor do que nos demais segmentos do setor automobilístico. As vendas devem seguir aquecidas ao longo do segundo semestre, mas desacelerando em relação aos números obtidos na primeira metade do ano. Deve encerrar 2021 com a maior taxa de crescimento de vendas de todo o setor.

(CLIQUE AQUI) – RELATÓRIO COMPLETO – FENABRAVE – PRIMEIRO SEMESTRE DE 2021.

Semestre 2021. Capa: FENABRAVE.

Fonte: FENABRAVE / MB ASSOCIADOS.

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